Zamora The Accursed

A Cidade dos Ladrões
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A mal-afamada Cidade dos Ladrões é uma labiríntica e decadente metrópole. Exceto nos decretos e proclamações reais, quase ninguém a conhece mais pelo seu antigo e original nome: Zamora – o mesmo do decadente reino de que é capital.

A Cidade dos Ladrões é, ao mesmo tempo, uma cidade de extrema pobreza e riqueza obscena. Nela, ladrões de todos os cantos se reúnem para roubar, gastar e conseguir novos trabalhos. Em suas ruas e becos sombrios, todo tipo de negócio escuso acontece.

Cercada por altas montanhas e por um deserto árido ao oeste, ela é uma cidade antiga, que já foi um exemplo de civilização e piedade. Mas isso foi eras atrás e agora os antigos templos estão em ruínas ou foram derrubados e suas pedras usadas para novas construções.

Séculos de guerra, magia, revolta e reconstruções deram um aspecto caótico à cidade. Ela se situa nas encostas de uma colina, com a região do Palácio Real – a Cidadela – no alto e as ruínas da cidade velha na parte mais baixa.

As ruas principais ainda são largas e pavimentadas, lembando o tempo distante do apogeu da civilização zamorana. Entretanto, hoje em dia elas se encontram em um estado de péssima conservação, especialmente quando o viajante se afasta da Cidadela e do Mercado.

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O Distrito dos Palácios

Grandes mansões de muros altos e belos jardins erguem-se na parte mais alta da cidade, habitada pelos nobres e pelos comerciantes mais prósperos. Acima delas, o palácio real está localizado no centro do distrito, com seus altos muros sempre fortemente guardados por soldados. Dentro dos muros do palácio fica um enorme lago artificial que serve de piscina para as concubinas reais.

Nesse distrito também estão lojas de ferreiros, açougueiros e outras que servem exclusivamente ao palácio e ao ricos nobres. O distrito é a única região da cidade que é bem patrulhada e protegida pela guarda palaciana.

O Distrito dos Templos
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Nos Templos da Cidade dos Ladrões, sacerdotes queimam incenso, cantam e rezam para seus deuses, clamando por piedade ou por vingança. Os zamoranos adoram muitas divindades. Algumas são locais, personificando forças naturais. Outras vieram de terras distantes, como Bel, o deus shemita dos ladrões, e patrono informal da cidade; Marduk, divindade da distante Khoraja, de quem até os ladrões de Zamora tem medo; e Tiamat, cujo Templo é famoso pelas belas sacerdotisas e pela libertinagem de suas festas.

Os Templos mais próximos da Cidadela Real são os mais ricos e visitados. Entretanto, muitas das grandes pirâmides e parte dos inúmeros Templos que margeiam a Via Real já viram dias melhores.

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Perto do Portão Ocidental, está o templo do Deus-Aranha, também chamado de Zath, da misteriosa cidade zamorana de Yezud, cujos sacerdotes estão entre os mais ativos nas ruas da cidade.

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Mas a construção que mais chama a atenção é a Torre do Elefante, uma enorme torre que se ergue cinquenta metros em direção ao céu. O topo da torre brilha com um luz difusa e suas paredes não possuem nenhuma janela. Ninguém se lembra de quando ela foi construída e ninguém sabe o que há no seu interior. As histórias dizem que ela foi erguida em apenas um dia.

Cercada por altos muros que escondem o seu interior, ela é o refúgio de um temido feiticeiro imortal, do qual até o rei de Zamora tem medo. Algumas árvores podem ser vistas por cima dos muros externos. Os jardins da Torre, dizem, são guardados por animais selvagens e criaturas ainda mais estranhas.

Próximo ao Portão Ocidental fica também uma grande praça com estátuas e uma fonte central dedicada a algum deus já esquecido. Ela é chamada de Praça dos Filósofos, onde o clero e os estudiosos debatem as leis e escrituras de seus deuses e do universo. O Magistrado da cidade mantém sempre uma dupla de guardas na praça para evitar que os argumentos entre os filósofos descambem em violência, o que já ocorreu uma ou outra vez.

O Distrito do Mercado

O Distrito do Mercado é o coração da cidade. Tudo pode ser comprado em suas lojas. Sejam jóias, vestimentas, armas, provisões, escravos – o mercado da Cidade dos Ladrões é o local certo.

A principal via é a rota comercial que corta a cidade do sul para o norte e para o oeste, que se bifurca na altura do Distrito do Mercado. Conhecida como Estrada da Seda, por ela passam caravanas de Shemitas e Stygios em direção a Britúnia ou no caminho de volta, reabastecendo antes de partirem para Shadizar, e as caravanas de turanianos e zíngaros que cruzam a rota entre Oriente e Ocidente. Essas caravanas são fortemente armadas, normalmente com mercenários Gunderlandeses, Aquilônios ou guardas privados turanianos, para proteger os mercadores e suas mercadorias.

As ruas e praças são identificadas pelo nome dos negócios predominantes: assim há a Rua dos Ferreiros, a Rua dos Sapateiros, a Rua dos Armeiros, a rica e bela Rua dos Ourives, a Rua dos Vinhos, a movimentada Praça dos Escravos, entre outras.

O distrito é o foco de atenção de ladrões e bandidos, que atuam nas ruas movimentadas e becos estreitos. Os mercadores que são ricos o suficiente, preferem contratar sua própria guarda para protegê-los, sem depender da corrupta guarda da cidade.

A Arena

Próximo ao mercado fica a Arena, onde zamoranos e viajantes vão para ver prisioneiros, escravos e bestas exóticas lutarem até a morte.

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O Malho

Uma perigosa região da cidade, entre o Mercado e o Distritos do Templos. Cheia de ruelas e becos sem saídas, que confundem qualquer um que não seja um habitante do bairro. Algumas gangues locais, formadas por cruéis bandidos, costumam espreitar as ruas do Malho, em busca de visitantes desavisados.

É a região mais perigosa da cidade, um antro de ladrões e assassinos, bordéis e tavernas baratas, em que mercenários e salteadores bebem e se divertem, enquanto esperam por um novo serviço.

A rua do Crocodilo é o apelido pela qual é conhecida a principal via do bairro, famosa por suas tavernas, hospedarias, pequenas lojas que servem ao ofício dos ladrões e pelos corpos mortos que aparecem ao raiar do dia em suas esquinas. Estreita e sinuosa, atravessada por uma série de arcos de pedra entre os quais se estendem coberturas para proteção do sol feitas de placas de madeiras ou panos velhos, ela é escura e perigosa.

No centro do Malho ficam as ruínas de uma velha praça, parte do mercado original da cidade. A maior e mais infame das tavernas fica aqui, o Poço da Serpente.

Em um dos becos do malho fica também a taverna chamada Moeda Quebrada.

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Aqui também se pode, conhecendo as pessoas certas, vender e comprar produtos roubados.

A Velha Cidade

É uma porção da cidade que foi devastada em tempos imemoriais pela guerra ou pela feitiçaria. As pedras das ruínas foram utilizadas para construções mais novas, ocupadas pelos pobres e miseráveis. Algumas das ruínas restantes são hoje habitadas por mais de dez a quinze famílias. Dizem que elas ainda guardam terríveis segredos e talvez até mesmo riquezas ainda não descobertas.

Armazéns do Portão Oriental
Do lado de fora da muralha, pouco além do Portão Oriental, ficam os armazéns, cercados por um muro, em que as caravanas param para que seus animais descansem e onde as mercadorias são carregadas e descarregadas. Dentro do muro, além dos armazéns, existe uma fonte e um grande pátio, além de estábulos para centenas de animais e espaço para as carroças das inúmeras caravanas que por lá passam.

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